Se você é descendente de italianos, precisa saber de uma coisa com urgência: o seu direito à cidadania italiana está sendo atacado. E não é exagero, não é drama. É a realidade.
No dia 28 de março de 2025, o governo italiano publicou o chamado Decreto 36, uma medida que, na prática, restringe drasticamente o acesso à cidadania por descendência. E o pior: faz isso de maneira autoritária, atropelando a Constituição e deixando milhões de ítalo-descendentes no limbo jurídico.
Neste post, a gente vai te explicar o que está acontecendo, o que está em jogo e por que a única saída — pelo menos por enquanto — é a cidadania italiana judicial. Mas acima de tudo: vamos te acolher. Porque essa luta não é só burocrática. Ela é também emocional, identitária e profundamente pessoal.
O que é o Decreto 36 e por que ele é tão grave?
Publicado às pressas, sem discussão no parlamento italiano, o Decreto 36 limita o direito à cidadania italiana a apenas filhos e netos de italianos, desconsiderando bisnetos, trinetos, tetranetos — ou seja, a maioria dos descendentes espalhados pelo mundo.
Mais que isso: ele retroage esse novo critério, ferindo princípios básicos de qualquer democracia moderna. Um decreto que muda a regra do jogo com a partida já em andamento.
A medida foi assinada por Antonio Tajani, atual Ministro das Relações Exteriores da Itália, que justificou a decisão alegando “banalização da cidadania” e citando, inclusive, o uso do passaporte italiano para “compras em Miami”. Um argumento frágil, carregado de preconceito, que ignora totalmente a herança histórica, cultural e familiar dos ítalo-descendentes ao redor do mundo .
“Mas eu tenho sangue italiano. Isso não conta?”
É aqui que mora a maior indignação. A cidadania italiana sempre foi baseada no sangue, não no território. Se você é descendente de um italiano nascido após 1861 (ano da unificação), a legislação italiana reconhece seu direito de nascimento. Isso não é favor. É direito.
O que o governo atual está fazendo com esse decreto é tentar deslegitimar milhões de pessoas que carregam a Itália no sobrenome, no temperamento, na história da família. Estão dizendo, com todas as letras: “você não é italiano o suficiente”.
E mais: estão culpando quem ajuda. Assessores, advogados, influenciadores — todos estão sendo acusados de “comercializar” a cidadania. Como se o verdadeiro problema não fosse a ineficiência consular, a falta de servidores, os anos de espera por um agendamento.
O único caminho hoje: cidadania italiana judicial
Sim, o cenário é caótico. Mas não é o fim.
Hoje, a única via possível para quem quer garantir sua cidadania italiana é a via judicial. E essa alternativa ainda está aberta.
Aliás, nunca foi tão importante usá-la.
A cidadania italiana judicial permite que você reivindique seu direito por meio de ação no tribunal italiano, normalmente com base em:
- Filas consulares abusivas (espera de 10, 15 anos)
- Ineficiência administrativa
- Direito reconhecido por jurisprudência italiana
E se a sua dúvida for: “mas será que vale a pena agora?”, a resposta é clara: não fazer nada é aceitar que arranquem de você algo que já é seu por direito.
Isso não é só sobre cidadania. É sobre respeito à história da sua família
O que muitos parecem esquecer é que a maioria dos nossos antepassados italianos não saiu da Itália por luxo, mas por necessidade. Fome, guerra, miséria. Eles cruzaram o oceano para tentar uma nova vida.
E agora, 100 anos depois, os filhos e netos dos que ficaram querem negar a italianidade dos filhos e netos dos que partiram.
Isso não é sobre “vínculo cultural”, “língua” ou “turismo em Miami”. Isso é sobre respeito à memória, à história e ao sangue. O mesmo sangue que corre nas veias dos que ficaram e dos que saíram.
O que você pode (e deve) fazer agora
Se você é descendente de italianos — mesmo que seja bisneto, trineto ou tetraneto — e ainda não iniciou seu processo de cidadania, a hora de agir é agora.
O mundo está instável. As leis estão mudando. A cidadania, que sempre foi um direito transmitido por gerações, está sendo tratada como privilégio político.
Por isso:
- Procure uma assessoria de confiança
- Considere imediatamente a via judicial
- Não espere o decreto virar lei definitiva para se mover
- Informe outros descendentes ao seu redor
Esse post é um convite à ação. Mas também é um abraço. Um “você não está sozinho”. Uma forma de dizer: nós vamos lutar com você, até onde for possível ir.
Conclusão: a Itália não é só um território. É uma herança que ninguém pode apagar.
O Decreto 36 tenta apagar os italianos fora da Itália.
Mas o que está no sangue, na memória, no nome e na comida de domingo, ninguém apaga com uma canetada.
A cidadania italiana não é um luxo, é um direito. E se ela está sendo ameaçada, que a nossa resposta seja à altura: organizada, fundamentada, corajosa.
Porque ser italiano é muito mais do que ter um passaporte vermelho.
É ter orgulho de uma história. E lutar por ela.
Fale com nossos especialistas e entenda como entrar com o seu processo judicial de cidadania italiana.
A janela ainda está aberta. Mas não sabemos até quando.